11 vezes que 2016 foi um ano bom para mim

Vamos concordar que o ano de 2016 não foi fácil para ninguém. Muita coisa mudou, muita coisa não mudou e muita gente morreu. Muitos querem que esse ano acabe logo e que 2017 chegue e as coisas melhorem. Como sou uma pessoa que não curte muito a virada do ano, então não estou tão ansiosa para que isso aconteça, e também por que 2016 não foi tão ruim para mim. Na verdade foi bem melhor que os últimos três anos e eu tenho muito o que agradecer, então segue os 11 motivos pelo qual 2016 foi um ano bom para mim.

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Uma taça de vinho

Antes de pedir um vinho tinto suave ao garçom em um
bar, uma amiga minha e eu estávamos dialogando sobre eu não ter um bom gosto para vinhos, ou melhor, o meu péssimo gosto para vinhos. Entre discursos e outros eu acabei cedendo e a deixei escolher um vinho para mim, contanto, que fosse tinto e suave.

Depois de pedir uma taça de vinho tinto suave ao garçom, e de dar o primeiro gole, eu me arrependi como sabia que iria, e a discussão voltou. Entre argumentos e outros, tinha se decidido que eu não sairia daquele bar com aquela taça cheia, eu teria que beber aquele vinho.

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Sua visão da minha nacionalidade não me define

Aos 18 anos eu fui desrespeitada por ser quem eu sou, pela minha cultura, pelo meu país de origem e também por ser mulher, que contribuiu mais ainda. Quando fiz minha primeira viagem ao exterior para estudar inglês, ao me apresentar em determinados grupos como brasileira, as reações eram de surpresas e depois se tornavam um pouco assanhadas. No começo eu achava engraçado, mas depois fui percebendo que eu era vista com outros olhos a partir do momento que eu dizia a minha nacionalidade.

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Lembrança de dois anos atrás

Aos 21 anos eu tive uma crise de ansiedade muito forte. Digo forte, porque eu passei um semestre inteiro chorando, tendo ataques de pânico, tomando fluoxetina e buscando forças para estudar enquanto escondia tudo isso de todo mundo. Quando chegaram às férias, eu pensei que ia passar, mas não passou, na verdade a situação piorou e eu tive que procurar ajuda.

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Hoje eu quero viajar sozinha

Desde que eu era criança eu sempre tive esse desejo de viajar o mundo e enquanto adulta eu continuei com esse desejo, mas a diferença é que eu estou irritada com ele. Quando eu era mais nova, eu assistia filmes que contavam histórias de personagens – maioria masculina – que largavam tudo e botavam o pé na estrada. Eu sempre me imaginava fazendo a mesma coisa, pelo menos era o que eu queria fazer.

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Desafios em morar com uma Host Family

Quando eu tinha 18 anos eu realizei o meu maior sonho na vida, eu fui estudar fora do país. Mas antes de embarcar para a minha grande aventura, eu passei anos (três anos) pesquisando sobre intercâmbios. Fiquei horas da minha vida lendo blogs de intercambistas que compartilhavam suas experiências. Em comum em todos os blogs, eram as host families. Todos eram gentis, moravam em casas grandes e faziam os intercambistas se sentirem em casa. Porém, eu passei por três famílias e nenhuma delas era desse jeito, mas quero deixar claro, que isso não foi um problema.

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