Lana del rey e a música

Eu nunca pensei em escrever sobre música, o que é estranho, já que faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, e obviamente do meu também. Não importa o estilo de música que você ouça, se o compositor vai te passar alguma mensagem útil ou não, se possui um contexto relevante para sociedade ou não. De alguma forma, ela vai fazer parte do cotidiano de alguém.

Por exemplo, o justin Bieber e a canção “sorry”. Ela pode não ter significado nenhum para alguém e apenas seja uma boa canção para se dançar ao ritmo, mas para alguns pode significar que gostariam de voltar com determinado alguém.
Uma amiga, por exemplo, gosta de ouvir Nickelback quando está triste, só para chorar. E não importa muito o que o cantor está querendo passar com suas composições, ela só escuta quando está na maior ‘bad’.

Eu sou uma grande fã da Lana Del Rey. Lembro como se fosse ontem, verão de 2011, eu sentada no sofá da minha avó assistindo VH1 quando começou o seu primeiro e famoso single “Video Games”. Aquela mulher que parecia pertencer a outro tempo, com aquela composição melosa sobre algum namorado inglês que jogava vídeo games, cativou o mundo todo e me fez cantar com todo o coração para alguém que nem existia na época e que ainda consegue me fazer chorar seis anos depois.

Músicas sobre o amor são bem difíceis de me cativar, mas lá estava eu, exausta em uma tarde de verão quando a senhorita Lana Del Rey lança a música e o clipe “Love”.

Já imaginava o contexto da música, mas ela conseguiu me surpreender mais uma vez. Diferente de “Video Games” que eu cantava e chorava, mas de alguma forma a letra não fazia parte do meu cotidiano. “Love” foi diferente, pois para mim, ela pode ser interpretada de várias formas e se encaixou perfeitamente no meu dia a dia.

Em um sábado qualquer fui à casa de uma amiga minha. Enquanto bebíamos uma bebida alcoólica muito doce, eu a vi chorar pela primeira vez por se sentir desgastada e não conseguir colocar nenhum dos seus planos muito bons em prática. Estávamos em três pessoas e cada uma falava de suas angustias, seus planos para o futuro e seus medos.

Sendo jovens na faixa dos 20 e poucos, esse tipo de conversa é muito comum, mas essa música trouxe a discussão novamente, mas dessa vez seria só entre a minha mente e eu. Em sua música ela me diz que o que eu faço é o suficiente.

Interpreto “apaixonada” em diversos sentidos, não só apaixonada por alguém, mas no sentindo que estou apaixonada pelo o que eu faço e pelo que está por vir, pelas coisas que já conquistei, irei conquistar e pelo futuro em geral. No final da música, Lana consegue me confortar ao me dizer que, não importa se serei o suficiente para o futuro ou pelas coisas que estão por vir, porque eu sou jovem e apaixonada.

Geralmente, eu devia criticar a música, porque não é tão simples assim, mas como ultimamente me sinto insuficiente e que as coisas eu faço são insuficientes, a música surgiu como uma forma de conforto, me fez sentir otimista de novo e talvez seja disso que eu esteja precisando agora.

 

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